Leia a República

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Stuart Carvalhais, ilustração para um bilhete postal de propaganda ao jornal República. Década de 1910.

11.º C, a nossa turma

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de Aguiar da Beira para o Mundo

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VAMOS REPUBLICAR

Neste blog, pretendemos, de uma forma original e criativa, dar a conhecer alguns aspectos da 1.ª República portuguesa. E outras curiosidades desse tempo...

sexta-feira, 26 de Março de 2010

Memória

A proposta da criação do blog para participação no concurso «O Centenário da República» foi-nos feita no início do 1.º período do ano lectivo pela nossa professora de Português, Elisabete Bárbara. Acedemos de imediato, dispondo-nos a participar com empenho nas tarefas solicitadas. Queríamos fazer um bom trabalho, aliando o conhecimento histórico ao desenvolvimento das capacidades de pensamento crítico e criatividade. Começámos por fazer pesquisa, em livros e na internet, sobre a época em causa, dividindo tarefas e estabelecendo prazos para o seu cumprimento. Cada um de nós contribuiu de forma activa para a criação do blog, rentabilizando as nossas capacidades e competências; através da escrita e do desenho tentámos tratar a informação recolhida de forma original e interessante. Nesse sentido, alguns dos nossos posts apresentam poemas por nós criados e baseados nos dados recolhidos. É disso exemplo o poema sobre a reforma ortográfica de 1911, o poema sobre o regicídio, o poema sobre Florbela Espanca, entre outros. Tentámos também procurar informação sobre a implantação da República na nossa terra, Aguiar da Beira, vendo de que forma reagiu politicamente. Procurámos diversificar a nossa pesquisa e considerámos pertinente investigar sobre o que, nesse período cronológico, marcava os acontecimentos mundiais. Assim, descobrimos o bailado Pássaro de Fogo, a Tournée de Charlot, a estreia do filme O Retrato de Dorian Gray, entre outras curiosidades. A pesquisa foi feita ao longo de dois períodos escolares, por vezes em reuniões fora do horário lectivo, e também recorrendo ao debate via internet. Este trabalho serviu para desenvolver os nossos conhecimentos acerca deste período histórico, para conhecer melhor a nossa terra, para desenvolver capacidades de trabalho colaborativo, para convivermos e para nos unirmos em prol de um objectivo comum. Em conclusão, achamos que este projecto foi extremamente interessante porque associou o conhecimento à criatividade e porque fortaleceu as relações interpessoais quer entre alunos quer entre alunos e professora.

A turma do 11.º C e a sua professora

quinta-feira, 25 de Março de 2010

PARABÉNS


REPÚBLICA É EDUCAÇÃO

«O homem vale sobretudo pela educação que possui, porque só ela é capaz de desenvolver harmonicamente as suas faculdades de maneira a elevarem-se ao máximo em proveito dele e dos outros.»

in Filipe Rocha, Fins e Objectivos do Sistema Escolar Português, 1.º Período de 1820 a 1926, Paisagem Editora, Porto, 1994.

Maria Veleda

desenho de Jorge Vaz

Maria Veleda (1871-1955)
Escritora e professora. Foi dirigente do Grupo Português de Estudos Feministas – organização que tinha como objectivo difundir os ideais feministas e doutrinar as portuguesas através da edição de uma colecção de livros relacionados com a propaganda feminista – (1907-1908) e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1908-1919). Entrou para a Maçonaria no ano de 1907. A 9 de Julho de 1911, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, discursa numa sessão de homenagem, organizada pela Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, ao então ministro da Justiça, Afonso Costa. Durante o Congresso do Partido Republicano Português, em Outubro de 1911 Maria Veleda destacou-se ao apresentar uma moção na sessão de dia 28, secretariar a sessão diurna de 29 e intervir nas sessões seguintes. Entre 1915 e 1916, foi dirigente da Associação Feminina de Propaganda Democrática que apoiava a acção política de Afonso Costa. Foi também responsável pelos periódicos 'A Mulher e a Criança' de Agosto de 1910 a Maio de 1911 e de 'A Madrugada' de 31 de Agosto de 1911 a 30 de Setembro de 1915. Morreu em 1955.

segunda-feira, 22 de Março de 2010

1910 sobre rodas




desenhos de Jessi Santos

sexta-feira, 19 de Março de 2010

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA



Com o advento da República, as Guardas Municipais são extintas por Decreto do Governo Provisório, que, a título transitório - enquanto se não organiza a Guarda Nacional Republicana, "um Corpo de Segurança Pública para todo o país"-, determina a criação, em Lisboa e Porto, de Guardas Republicanas, sem qualquer alteração fundamental relativamente às suas antecessoras. Tratou-se de uma mera alteração de nome, de molde a fazer ressaltar o cariz do novo regime emergente. O pessoal das antigas Guardas transitou maioritariamente para as novas Guardas. O Comando-Geral permaneceu no Carmo, em Lisboa, a sua subordinação continuou, como do antecedente.

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA

A Guarda Nacional Republicana, criada por Decreto de 3 de Maio de 1911, é uma força de Segurança constituída por militares organizados num Corpo Especial de Tropas dependendo em tempo de paz do Ministério da Administração Interna, para efeitos de recrutamento, administração e execução do serviço decorrente da sua missão geral, e do Ministério da Defesa Nacional para efeitos de uniformização e normalização da doutrina militar, do armamento e do equipamento; em caso de guerra ou em situação de crise, as forças da Guarda Nacional Republicana passarão a estar subordinadas ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, quando nos termos da Lei estas forem colocadas na sua dependência para efeitos operacionais.

http://www.gnr.pt/

Dorian Grays Portraet

Valdemar Psilander, o famoso actor dinamarquês do cinema mudo, estreou-se em 1910 com o filme Dorian Gray Portraet, romance celebérrimo de Oscar Wilde.

A imprensa nacional

Biblioteca da Imprensa Nacional

Em 1910, com o advento da República, tomou posse do lugar de director-geral Luís Derouet, assassinado à porta do edifício, em 1927, por um tipógrafo desempregado. Foi durante a sua administração que a Imprensa Nacional conheceu um notável desenvolvimento cultural (organizou conferências e exposições e inaugurou a sala da Biblioteca em 1923) e social (Cooperativa A Pensionista, em 1913, Caixa de Auxílio a Viúvas e Órfãos, em 1918, e a Previdência Mútua em 1923).


Cometa Halley anuncia o fim da Monarquia



«O cometa de Halley, aparecido em Maio de 1910, sobressaltou muita gente, por se ter espalhado, não só em Portugal, como também em França e noutros países cultos, que êle chocaria com a Terra, e a destruiria. No semanário O Distrito de Leiria (n.º1460, de 19-Março-1910) veio reproduzida a notícia transmitida num telegrama de Budapest para a Gazeta de Francfort, segundo o qual um abastado proprietário húngaro, Adam Tomás, se suicidara com um tiro na cabeça, deixando uma carta em que dizia: «Visto anunciar-se que a passagem do cometa de Halley trará a morte a todo o género humano, prefiro matar-me já a ser morto pelo terrível cometa que se espera.» No nosso país o susto atingiu tais proporções que a Academia de Sciências de Portugal julgou conveniente, para sossegar os ânimos, fazer ao país uma comunicação, que terminava assim: «A Academia de Sciências de Portugal não pode deixar de protestar contra os abusos de credulidade popular, tendentes a cultivar o alarme geral, e que só poderiam perdoar-se quando fundamentados na ignorância, o que, nem por isso, deixaria de ser altamente lamentável e profundamente triste.» O cometa de Halley não chocou com a Terra, mas, meses depois da sua exibição, e ainda no mesmo ano, surgiu, a alimentar a crença supersticiosa de alguns, a implantação do regimen republicano em Portugal, acontecimento que - bom ou mau, conforme os paladares - sempre foi uma revolução sensacional e retumbante

escrito por José Maria Adrião, na Revista Lusitana XXVI

http://cvc.instituto-camoes.pt/bdc/etnologia/revistalusitana/26/lusitana26.html

A República em Aguiar da Beira


« No dia 5 de Outubro de 1910, era proclamada a República e anunciada, simultaneamente, a formação de um governo provisório nas varandas da Cãmara Municipal de Lisboa. A este facto não ficaram alheias as gentes deste concelho, e particularmente a Câmara da altura. Na sessão ordinária da edilidade do dia 10 de Outubro de 1910, presidida pelo padre Manuel Gomes de Lemos, então presidente, resolveu-se proclamar a República do seguinte modo: «Cidadãos. Há cinco dias que na capital do País foi hasteada a bandeira republicana como símbolo do novo regime. A Câmara Municipal deste concelho e da minha presidência, julgando interpretar o sentir de todos vós, resolve proclamar a República à qual adere entusiasticamente e saúda o novo governo constituído, esperando que ele nos conduza a uma nova era de venturas e prosperidades que todos nós tanto ambicionamos e de que tão digno é o nobre e heróico povo português. Viva a República Portuguesa.» O executivo deliberou hastear no edifício da Câmara a nova bandeira e renunciar ao seu mandato, assinando: padre Manuel Gomes de Lemos; António de Almeida Araújo Gomes; António Luís Panarra; domingos de Frias Costa. Três dias depois, o Administrador do Concelho, José Vital de Matos, conferia posse a uma comissão municipal composta por: Luís Augusto Varella, de Dornelas; Manuel Bernardo Ferreira, da Cavaca; abade António de Mello e Sá, de Carapito; Matheus Augusto da Silva, de Sequeiros; José Vital de Mattos, de Aguiar. Sob a proposta do cidadão José Maria Álvares Moreira foi enviada ao Presidente do governo provisório da República uma nota na qual se expressava: «A Câmara Municipal de Aguiar da Beira, reunida em sessão, congratula-se pelo advento da República e felicita a Vossa Excelência, assim como todo o governo de quem espera o ressurgimento da Pátria

Sob proposta do mesmo cidadão, foi deliberado dar ao Largo da Praça o nome de Praça da República e à rua compreendida entre a Carvalha e a casa de Francisco Araújo Gomes o nome de Rua 5 de Outubro, assim como o nome de Avenida da Liberdade à estrada compreendida entre a casa de António Araújo Gomes e a dos herdeiros de António do Nascimento Ferreira.»

em Aguiar da Beira, a História, a Terra e as Gentes, de Fernando Costa e João Portugal, edição da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, 1985, pp.35-36.

quinta-feira, 18 de Março de 2010

O GOLPE



Esta é a famosa foto que reúne os triunfadores do 28 de Maio de 1926: Gomes da Costa, Oscar Carmona e Mendes Cabeçadas, com os ministros civis chegados de Coimbra, entre os quais Salazar.

«Na noite de 29 para 30 de Maio de 1926 é o governo de António Maria da Silva que se rende. E na madrugada de 30 capitula o Presidente da República, Bernardino Machado, convidando Mendes Cabeçadas a formar governo. Na sua lenta marcha para Lisboa, Gomes da Costa detém-se em Coimbra, onde um lente da universidade relativamente obscuro é sondado para o cargo de ministro das Finanças. Este hesita, procura escusar-se alegando motivos de saúde, mas a 3 de Junho surge a sua nomeação para o ministério. No dia 4 de Junho, Gomes da Costa está na Amadora, onde se empenha pessoalmente em convencer o lente de Coimbra a aceitar a nomeação. Este recusa, e no dia 5 apanha o comboio para Coimbra. O seu nome? António de Oliveira Salazar. Finalmente, a 6 de Junho, Gomes da Costa desfila triunfalmente pelas ruas de Lisboa à frente das suas tropas, montado num cavalo branco. O golpe triunfara em todo o País.»

em «A ascensão de Salazar, 1926-1932» in Os anos de Salazar, o que se contava e o que se ocultava durante o Estado Novo, Planeta DeAgostini, 2008, p.55.

A GUIAR



O primeiro veículo automóvel de Aguiar da Beira foi um Benz de 1910, hoje em exposição no Museu Automóvel do Caramulo. As características do modelo são as seguintes: cor azul; modelo Laudaulet, de 6 lugares; 15 a 20 H.P.; 4 cilindros; 2.411 c.c.; 4 velocidades e marcha-atrás; velocidade de ponta: 65 km/h.

Este veículo foi adquirido pelo sr. José Maria Sobral Cid, da «Casa de Cima».

(de acordo com informações retiradas de Aguiar da Beira, a História, a Terra, as Gentes, de Fernando Costa e João Portugal, edição da Câmara Municipal de Aguiar da Beira, 1985)

terça-feira, 16 de Março de 2010

ADELAIDE CABETE



(desenho de Jorge Vaz)


Adelaide Cabete é uma das figuras mais importantes da História portuguesa do início do século XX. Nascida em Elvas, em 25 de Janeiro de 1867, foi médica e professora. Faleceu em Lisboa, no dia 14 de Setembro de 1935. De origem humilde, desde criança conheceu o duro trabalho da ameixa e o doméstico, servindo em casas ricas de Elvas, nas quais, de ouvido, aprendeu sozinha os rudimentos da escrita e da leitura. Cantando a moda «Saias» na passeira das ameixas, atraiu a atenção de Manuel Cabete; casaram-se e o marido, que a ajudava nas tarefas domésticas, lançou-a nos estudos e na militância republicana e feminista. Já tinha 22 anos quando fez o exame da instrução primária. Em 1895, o casal muda-se para Lisboa e Adelaide revela-se uma aluna ainda mais aplicada, dizendo-se que, enquanto lavava o chão de sua casa, ia revendo as matérias de Anatomia. Forma-se em Medicina, como médica ginecologista/obstetra.


Com outras mulheres também importantes, criou e integrou organizações feministas, exercendo nelas diversos cargos. Durante mais de 20 anos foi Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Escreveu dezenas de artigos, de temática diversa, essencialmente de carácter médico–sanitário e cariz feminista. Manifestou as suas preocupações sociais, apresentando soluções e medidas profilácticas contra doenças e epidemias.

Preocupou-se sempre com as mulheres grávidas pobres, com as as crianças, as prostitutas e os indígenas (Angola). Quando escrevia contra os monárquicos manifestava os seus ideais republicanos, confirmados no interior da Liga Republicana das Mulheres, a que esteve ligada. De ideias progressistas e muito avançadas para a época, reivindicou para as mulheres o direito a um mês de descanso antes do parto.

Alguns factos marcam a sua vida pública, com actos simbólicos de cidadania e patriotismo. Em 1910, com duas companheiras, coseu e bordou a bandeira nacional hasteada na implantação da República, na Rotunda, em Lisboa. Em 1912 reivindicou o direito ao voto por parte das mulheres. Em 1933 foi a primeira e única mulher a votar em Luanda a Constituição Portuguesa.

Mulher dinâmica, de forte personalidade e grande frontalidade, Adelaide Cabete deixa-nos uma obra importante ao nível da intervenção social, defendendo a instrução e o acesso aos cuidados de saúde, sobretudo no que toca à saude materna e infantil.

(com base na informação recolhida em http://www.aph.pt/uf/uf_0412.html)

segunda-feira, 15 de Março de 2010

A VARANDA DA REPÚBLICA



José Relvas proclama a República das varandas da Câmara Municipal de Lisboa

foto em http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1910/N242/N242_item1/P17.html

domingo, 14 de Março de 2010

A reforma ortográfica de 1911 em Portugal

Com a implantação da República em Portugal, foi nomeada uma comissão para estabelecer uma ortografia simplificada a usar nas publicações oficiais e no ensino, que a portaria de 1 de Setembro de 1911 oficializou.

Esta reforma da ortografia foi profunda e modificou completamente o rosto da língua escrita, aproximando-o muito do actual, fazendo desaparecer muitas consoantes dobradas e os grupos ph, th, rh. No entanto, esta reforma foi feita sem que fosse feito qualquer acordo com o Brasil, ficando os dois países com ortografias diferentes.

A Comissão de reforma ortográfica foi constituída por Aniceto dos Reis Gonçalves Viana, Carolina Michaëlis, Cândido de Figueiredo, Adolfo Coelho, Leite de Vasconcelos, Gonçalves Guimarães, Ribeiro de Vasconcelos, Júlio Gonçalves Moreira, José Joaquim Nunes, Borges Grainha e Augusto Epifânio da Silva Dias (que pediu escusa).

Nessa altura, como hoje, se viveu uma reforma ortográfica, com defensores e opositores. Na verdade, mudam-se os tempos, mas as velhas questões persistem...


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se as regras da velha gramática…
Amigo, por que andades trist’ou porque chorades?
A lei da teoria é a voz da prática.

Continuamente vemos novidades
Coloca-se o hífen ou tira-se o trema?
Qual é o prefixo, qual é o morfema?
Mudam-se os tempos mas não as vontades

Dobrar consoantes está fora de moda
A reforma dita e a comissão elogia
Com c ou sem c? A cabeça anda à roda

Seguir a fonética ou etimologia?
É um incómodo a que se acomoda
Nova reforma da ORTHOGRAPHIA!


11.ºC

O ABISMO



A Dinamarca tinha uma grande produtora de cinema na época, Nordisk, do empresário Ole Olsen, e foi a primeira a ter uma estrela internacional de cinema, a atriz dinamarquesa Asta Nielsen. Actuou no filme Afgrunden (Abismo), 1910, no qual dança, numa das cenas, de maneira erótica. Os seus filmes foram proibidos nos Estados Unidos por causa da faceta erótica das suas personagens.

sexta-feira, 12 de Março de 2010

SAMBA

Considera-se Pelo telefone o primeiro samba a ser gravado no Brasil, corria o ano de 1917. O samba de Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida foi registado no dia 27 de novembro de 1916 como sendo de autoria de Donga.




em http://www.youtube.com/watch?v=cyq81SD--YA

terça-feira, 9 de Março de 2010

GALERIA







1.ª imagem: L'Exilé, de Soares dos Reis (1847-1889); em 1912, o Museu do Porto passa a ser o Museu Soares dos Reis, em homenagem ao artista.

2.ª imagem: Retrato da mulher do artista, de Silva Porto (1850-1893).

3.ª imagem: Pintura, de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918).

4.ª imagem: Pintura, de Santa-Rita (1889-1918).

5.ª imagem: Retrato de Fernando Pessoa, de Almada Negreiros (1893- 1970).

segunda-feira, 8 de Março de 2010

A ARTE PORTUGUESA NA 1:ª REPÚBLICA

1901:
Fundação da Sociedade Nacional de Belas-Artes, nascida da fusão da Sociedade Promotora de Belas-Artes (fundada em 1861) com os antigos membros do Círculo Artístico.

1902-1910:
A maioria dos artistas portugueses que vai desempenhar um papel primordial no movimento modernista português parte para Paris, para aí fazerem um estágio mais ou menos longo: Eduardo Viana, Manuel Bentes, Amadeo de Souza-Cardoso, Santa-Rita, Dordio Gomes, Francisco Franco, Diogo de Macedo, António Carneiro, etc.

1910:
Nascimento da revista A Águia (Porto).

1911:
Criação do Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa).
As escolas artísticas separam-se das Academias de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. Reorganizadas em 1957, tornaram-se Escolas Superiores.
Primeiro Salão dos Humoristas em Lisboa, onde são apresentadas pela primeira vez as obras de Almada Negreiros.
Exposição, no Salão Bobone, em Lisboa, das obras de alguns artistas portugueses residentes em Paris: Eduardo Viana, Francisco Smith, Manuel Bentes, etc.

1912:
Souza-Cardoso publica em Paris o álbum «XX Dessins».
Criação do grupo Renascença Portuguesa, juntando os intelectuais que a revista A Águia reunia já desde 1910.

1913:
Segundo Salão dos Humoristas em Lisboa.
Souza-Cardoso participa na grande exposição «Armory Show», nos Estados Unidos da América.
Primeiras exposições individuais de Almada Negreiros (Lisboa), Francisco Smith (Paris) e Diogo de Macedo (Porto).

1914:
A guerra obriga a maior parte dos artistas portugueses residentes em Paris a regressar ao seu país. Delaunay também passa, durante esta guerra, alguns meses em Portugal.
Primeiro Salão dos Humoristas no Porto.

1915:
Criação do grupo Orpheu (e publicação dos dois únicos números desta revista). De tendência predominantemente literária, apesar da participação de artistas como Almada Negreiros e Santa-Rita, Orpheu marca o verdadeiro início do modernismo português. Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Raul Leal são os membros mais marcantes do grupo.

1916:
Exposição em Lisboa, na Galeria das Artes (Salão Bobone), de obras de Francisco Smith, Almada Negreiros, Jorge Barradas, Manuel Bentes, Stuart Carvalhais, etc.

1917:
Realização, num teatro de Lisboa, de uma escandalosa sessão futurista composta por uma conferência de Almada Negreiros, pela leitura do Manifesto Futurista da Luxúria, de Mme. De Saint Point e por Music-Hall de Marinetti. Santa-Rita interveio energicamente durante a sessão, que foi tumultuosa, mas ao gosto futurista dos promotores ou, de acordo com Almada, de modo a exprimir «a intensidade da vida moderna».
Publicação do único número da revista Portugal Futurista, de Almada Negreiros, em que insere reproduções das obras de Santa-Rita Pintor.

1918:
Morte de Amadeo de Souza-Cardoso.
Morte de Santa-Rita. A quase totalidade das suas obras foi destruída por sua vontade expressa.

1922:
António Ferro publica o manifesto Nós, profere algumas conferências modernistas que causam sensação.
Início da publicação da revista Contemporânea, dirigida por José Pacheco, com a colaboração de Almada Negreiros, Sarah Affonso, Jorge Barradas e Eduardo Viana.

1923:
Um grupo de artistas portugueses, residentes em Paris, expõe em Lisboa sob a designação de 5 Independentes: os pintores Dordio Gomes, Henrique Franco e Alfredo Migueis e os escultores Francisco Franco e Diogo de Macedo.

1924:
Primeira exposição individual de Mário Eloy.
A revista Athena é fundada por Fernando Pessoa.

1925:
Eduardo Viana organiza em Lisboa o primeiro Salão de Outono, prestando homenagem a Souza-Cardoso e a Santa-Rita; são expostas obras de Almada Negreiros, Eduardo Viana, Mário Eloy, António Soares e Jorge Barradas.
Exposição de homenagem a Souza-Cardoso, organizada pela viúva do artista, na Galeria Briant Robert, em Paris.
No Club Bristol (um «cabaret» de Lisboa) e depois no café A Brasileira do Chiado, artistas como Eduardo Viana, Almada Negreiros, Lino António, Jorge Barradas e António Soares realizam pinturas que constituem a primeira apresentação de arte contemporânea de carácter permanente em locais públicos.

1926:
Segundo Salão de Outono, realizado na Galeria das Artes do Salão Bobone, onde expõem Abel Manta, António Soares, Eduardo Viana, Francisco Smith, Jorge Barradas, Sarah Affonso, Canto da Maya e Leopoldo de Almeida.


(texto traduzido por nós do francês original «Art Portugais, Peinture et Sculpture du Naturalisme à nos Jours»,Paris, 1968)

NO FEMININO



imagem retirada de http://www.ctt.pt


8 de Março – Dia Internacional da Mulher

Celebra-se este ano o Centenário do Dia Internacional da Mulher. A criação de um dia das mulheres que fosse celebrado em todo o mundo foi proposto pela primeira vez por Clara Zetkin, em 1910. Esta decisão, tomada na Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, inspirou-se nas manifestações e nas greves das operárias que ocorreram nos Estados Unidos da América em 1908 e 1909.


MULHERES NA REPÚBLICA

Judite Pontes Rodrigues, Carolina Amado, Ernestina Pereira Santos, Lydia d’Oliveira, Maria Veleda, Antónia Silva, Adelina Marreiros, Honorata de Carvalho, Marianna Silva, Filipa d’Oliveira, Berta Vilar Coelho, Lenia Loyo Pequito e Carolina Rocha da Silva formaram o GRUPO DAS TREZE, em Maio de 1911, com o objectivo de combater a ignorância e a superstição.

domingo, 7 de Março de 2010

O IDEÁRIO REPUBLICANO em selos



http://www.portugal2010.pt/fep10/wcmservlet/portugal2010/F-Emissoes_Filatelicas/2008_Ideario_Republicano/f.02.html

REPÚBLICA EM FLOR

Florbela Espanca, grande poetisa portuguesa, ingressou, em 1912, no liceu masculino André de Gouveia, em Évora, sendo uma das primeiras mulheres em Portugal a poder frequentar o ensino secundário. Em 1917, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, sendo uma das 14 mulheres entre as centenas de alunos que, na altura, aí estudavam. Nesse mesmo ano, Florbela começou a sua colaboração em vários jornais e revistas, como o «Portugal Feminino», defendendo a igualdade de tratamento entre homens e mulheres e a emancipação feminina. Deixamos aqui a nossa singela homenagem a essa grande poetisa que deu voz aos valores republicanos:


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Mostrar o caminho
É unir as mãos e continuar sozinho
É choro, é riso, é canto, é suor!

É lutar pela liberdade até ao fim
É querer iluminar da mina o fundo
É criar manhãs de oiro e de cetim
É ser condor e reclamar o mundo!

É ter fome, é ter sede de igualdade
Por elmo, os valores em que acredita
E por pena as penas da sociedade!

É ousar enfrentar o que vier
É dar rosto à República que grita
É ser luz, é ser amor, é ser Mulher!


11.º C (com base no famoso soneto «Ser Poeta», de Florbela Espanca)

sexta-feira, 5 de Março de 2010

Constituição da República 1911




http://purl.pt/6925/1/P5.html

1.º Presidente da República: Manuel de Arriaga

em http://www.presidencia.pt/?idc=13&idi=38, lê-se:

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira

Nasceu em 8 de Julho de 1840, na cidade da Horta, filho de Sebastião de Arriaga e de D. Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga, ambos descendentes de famílias nobres açorianas.

Casou com D. Lucrécia de Brito Berredo Furtado de Melo, neta do comandante da polícia do Porto e partidário das forças liberais à data da revolução de 1820, de quem teve seis filhos, dois rapazes e quatro raparigas. Faleceu em 5 de Março de 1917, com 77 anos de idade.



ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Na Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, cedo manifestou simpatia pelas ideias republicanas, o que provocou um conflito insanável com o pai, que o deserdou e lhe deixou de custear os estudos. Para sobreviver e pagar a Faculdade, teve então de dar aulas de Inglês no liceu.

Em 1866, concorreu a leitor da décima cadeira da Escola Politécnica e da cadeira de História do Curso Superior de Letras. Não conseguindo a nomeação para qualquer delas, teve de continuar, agora em Lisboa, a leccionar a mesma disciplina de Inglês. Dez anos depois, em 26 de Agosto de 1876, já faz parte da Comissão para a Reforma da Instrução Secundária. Simultaneamente, vai cimentando a sua posição como advogado, tornando-se um notável casuísta graças à sua honestidade e saber. Entre as várias causas defendidas destaca-se, em 1890, a defesa de António José de Almeida, após este ter escrito no jornal académico O Ultimatum, o artigo "Bragança, o último", contra o rei D. Carlos.

Na sequência dos acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, e para serenar os ânimos agitados dos estudantes da Universidade de Coimbra, é nomeado reitor daquela Universidade, tomando posse em 17 de Outubro de 1910.



PERCURSO POLÍTICO

Filiado no Partido Republicano, foi eleito por quatro vezes deputado pelo círculo da Madeira. Em 1890, foi preso em consequência das manifestações patrióticas de 11 de Fevereiro, relativas ao Ultimato Inglês.

Em 1891, aquando da revolta de 31 de Janeiro, já fazia parte do directório daquele Partido, em conjunto com Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Francisco Homem Cristo.

Nos últimos anos da monarquia, sofre um certo apagamento, dado que o movimento republicano tinha chegado, entretanto, à conclusão que a substituição do regime monárquico não seria levada a cabo por uma forma pacífica. Os republicanos doutrinários são, então, substituídos pelos homens de acção que irão fazer a ligação à Maçonaria e à Carbonária.

Depois da proclamação do regime republicano foi então chamado a desempenhar as funções de Procurador da República.



ELEIÇÕES E PERÍODO PRESIDENCIAL

Foi eleito em 24 de Agosto de 1911, proposto por António José de Almeida, chefe da tendência evolucionista, contra o candidato mais directo, Bernardino Machado, proposto pela tendência que no futuro irá dar origem ao Partido Democrático de Afonso Costa. O escrutínio teve o seguinte resultado:

Manuel de Arriaga 121 votos
Bernardino Luís Machado Guimarães 86 votos
Duarte Leite Pereira da Silva 1 voto
Sebastião de Magalhães Lima 1 voto
Alves da Veiga 1 voto
Listas brancas 4 votos

Durante a vigência do seu mandato tomam posse os governos seguintes:

- João Chagas, que vigora entre 3 de Setembro e 12 de Novembro de 1911.
- Augusto de Vasconcelos, entre 12 de Novembro daquele ano e 16 de Junho de 1912.
- Duarte Leite, entre aquela última data e 9 de Janeiro de 1913.
- Afonso Costa, entre a data anterior e 9 de Fevereiro de 1914.
- Bernardino Machado com dois governos seguidos, o primeiro de 9 de Fevereiro de 1914 a 23 de Junho do mesmo ano, o segundo desta data a 12 de Dezembro de 1914.

Assiste-se na época à divisão efectiva das forças Republicanas. De 27 a 30 de Outubro de 1911, reúne-se, em Lisboa, o Congresso do Partido republicano em que é eleita a lista de confiança de Afonso Costa, passando o partido a denominar-se Partido Democrático. Em 24 de Fevereiro de 1912, por discordar da nova linha política seguida pela nova direcção, António José de Almeida funda o Partido Evolucionista, e dois dias depois, Brito Camacho, o Partido União Republicana, divisão que, no entanto, pouco adiantará para a resolução das contradições deste período deveras conturbado. O início da Primeira Grande Guerra vem agravar ainda mais a situação, dando origem à polémica entre guerristas e antiguerristas.

O Ministério de Victor Hugo de Azevedo Coutinho, alcunhado de Os Miseráveis, que vigora entre 12 de Dezembro de 1914 e 25 de Janeiro de 1915, não vem alterar em nada a situação, acabando por ser demitido na sequência dos acontecimentos provocados pelo "Movimento das Espadas", de âmbito militar, onde se destacaram o capitão Martins de Lima e o comandante Machado Santos.

O Presidente Manuel de Arriaga tenta inutilmente chamar as forças republicanas à razão, envidando esforços no sentido de se conseguir um entendimento entre os principais dirigentes partidários. Goradas estas diligências, não dispondo de quaisquer poderes que lhe possibilitassem arbitrar os diferendos e impor as soluções adequadas e pressionado pelos meios militares, vai então convidar o general Pimenta de Castro para formar governo que é empossado em 23 de Janeiro de 1915.

O encerramento do Parlamento e a amnistia de Paiva Couceiro vão transformar em certezas as desconfianças que os sectores republicanos tinham acerca daquele militar, desde o governo de João Chagas onde ocupara a pasta da Guerra e evidenciara uma atitude permissiva face às tentativas monárquicas de Couceiro. A revolta não se fez esperar. Em 13 de Maio do mesmo ano, sectores da Armada chefiados por Leote do Rego e José de Freitas Ribeiro demitem o Governo que é substituído pelo do Dr. José de Castro, que inicia as suas funções em 17 do mesmo mês.

O Presidente é obrigado a resignar em 26 de Maio de 1915, saindo do Palácio de Belém escoltado por forças da Guarda Republicana.



ACTIVIDADE PÓS PRESIDENCIAL

Manuel de Arriaga não conseguiu recuperar deste desaire, morrendo amargurado dois anos depois, em 5 de Março de 1917. Foi substituído pelo Dr. Teófilo Braga.



OBRAS PRINCIPAIS

Distinguiu-se principalmente como advogado e orador. Alguns dos discursos políticos ficaram célebres, nomeadamente "O Partido Republicano e o Congresso", pronunciado no Clube Henriques Nogueira em 11 de Dezembro de 1887, "A Questão da Lunda", na Câmara dos Deputados em 1891, "Descaracterização da Nacionalidade Portuguesa no regime monárquico", em 1892, na mesma Câmara, "Começo de liquidação final", "A irresponsabilidade do poder executivo no regime monárquico liberal", e tantos outros. Contos Sagrados, Irradiações e Harmonia Social, constituem exemplos da sua obra como filósofo e poeta.

A experiência como Presidente da República é-nos contada na sua última obra, escrita após a experiência presidencial, intitulada Na Primeira Presidência da República Portuguesa.

Em http://www.leme.pt/biografias/portugal/presidentes/arriaga.html:

A seguir à implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, jovens republicanos estudantes de Coimbra entraram nas instalações do Senado e praticaram actos de vandalismo, tendo destruído parte do belíssimo mobiliário da secular Sala dos Capelos na Universidade, onde se efectuam as cerimónias dos doutoramentos, e numa atitude de selvajaria, balearam os retratos dos últimos reis portugueses que estavam pendurados nas paredes. "Para obstar a outras depredações o Dr. António José de Almeida, (republicano também desde a primeira hora), convidou o Dr. Manuel de Arriaga para reitor da velha Universidade e foi dar-lhe posse a 17 de Outubro de 1910, em cerimónia sem aparato académico, mas que bastou para serenar os ânimos estudantis" (Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal", v. XII,p.320).

quarta-feira, 3 de Março de 2010

A nossa bandeira




A bandeira nacional, da autoria de Columbano, João Chagas e Abel Botelho, foi adoptada pelo regime revolucionário de 5 de Outubro de 1910. De acordo com o decreto-lei de 19 de Junho de 1911, a bandeira possui a cor verde (dois quintos) e a cor vermelha (três quintos), com o escudo de armas na linha divisória. Fizemos um texto para explicar os símbolos da nossa bandeira:


Era uma vez uma bandeira que nasceu de uma revolução.
Era uma vez uma bandeira vestida de sangue e esperança
(Quem muito quer tudo alcança)
Era uma vez uma bandeira que se hasteou na voz do povo
Era uma vez uma bandeira que a justiça desfraldou
(Tudo valeu a pena porque a alma se agigantou)

Cinco quinas, cinco mouros
Cinco reis mortos em dia aziago
Às mãos de Afonso quis Santiago

Cinco quinas, cinco chagas
Cinco sinais em sinal bem visto
Nos olhos de Afonso quis Jesus Cristo

Cinco quinas, sete castelos
Sete partidas do mundo
Nove céus a conquistar
(Manda El-Rei D.João II)

Era uma vez uma bandeira que floriu no mastro da democracia.
Era uma vez uma bandeira vestida de sim e de não
(Casa onde não há pão…)
Era uma vez uma bandeira feita de escolhas e escolas
Era uma vez uma bandeira que, depois de subida,
(O sonho comanda a vida)
Bate como um coração.



E agora o hino nacional:

Letra do Hino Nacional
"A Portuguesa"
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar.
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

VIVA A REPÚBLICA



Desenho de Jorge Vaz